No prato
My remaining days are numbered a brief night
Pintar não é mais que renunciar a tudo o que não se pode
pintar.in Bartleby & Companhia, de Enrique Vila-Matas
[+]A partir do 1 de Janeiro de 2005, o comércio de produtos têxteis e do vestuário será sujeito às regras gerais do GATT (General Agreement on Tariffs and Trade), que proscrevem a aplicação de restrições quantitativas à importação.
Pintar não é mais que renunciar a tudo o que não se pode pintar.
Enrique Vilas-Matas, Bartleby & Companhia

Chapter I
What's new in Baltimore?
On December 21, 1940, the birth of Francis Vincent Zappa Jr. ll (by his own terminology) was.

Os bilhetes já estão à venda aqui, que foi também de onde foi extraido este texto.ÓPERA DO MALANDRO
Musical de Chico Buarque
Produção: MANDRAKE PRODUÇÕES
26, 27, 28 Fevereiro, 1, 2, 3, 4, 5 e 6 Março 2005
às 21h e às 15h nos dias 27 de Fevereiro e 6 de Março Grande Auditório
Duração: 3 horas com intervalo
Obra-prima do teatro musical de Chico Buarque estreia em Fevereiro em Portugal numa remontagem sumptuosa.
A superprodução assinada por Charles Möeller (direção, cenários e figurinos) e Cláudio Botelho faz uma pausa nos palcos brasileiros e traz o Barão da Ralé para os palcos portugueses, 25 anos depois de sua estréia, e depois de um sucesso estrondoso e casas lotadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, com mais de 300 mil bilhetes vendidos.
Irresistivelmente charmoso e sedutor, o contrabandista Max Overseas, personagem-título do musical A Ópera do Malandro, está na praça outra vez e vai percorrer – caminhando na ponta dos pés - as ruas da Lapa carioca dos anos 40. O musical de Chico Buarque, inspirado na Ópera do Mendigo de John Gay e na Ópera dos Três Vinténs de Brecht/Weill, sobe aos palco do CCB e do Coliseu do Porto.
Esta montagem grandiosa faz jus às mais belas canções da música brasileira, compostas para esta peça. Trata-se da, mais que merecida, homenagem a esta obra-prima, proporcionando aos espectadores uma encenação de primeiríssima linha e grande impacto artístico e técnico.
Desde sua estréia no Rio de Janeiro, em agosto de 2003, o espetáculo lotou inteiramente o Teatro Carlos Gomes (tradicional reduto das revistas na antiga capital federal brasileira). Rapidamente a Ópera do Malandro se configurou como um dos mais impactantes fenómenos de público e crítica já vistos na cidade do Rio. Capturou a unanimidade da emoção de quem assistiu, impressionou pela lotação sempre antecipada da casa, foi abençoada pelo carinho do próprio autor - Chico foi aos ensaios e ao espetáculo, mandando flores a todos.
Com direcção, cenários e figurinos de Charles Möeller e direção musical de Cláudio Botelho, a Ópera do Malandro volta ao palco com vinte atores em cena, um elenco de raro talento que canta, dança e representa como poucos no país. Os intérpretes – dos consagrados Lucinha Lins e Mauro Mendonça a revelações como Alexandre Schumacher e Alessandra Maestrini – estão acompanhados ao vivo por uma orquestra de 12 músicos.
A cenografia de Charles Möeller reconstrói o espaço cénico. São três palcos giratórios, montados num cenário de três andares. Os figurinos, cerca de 75, também assinados pelo diretor, foram confeccionados com estampas especialmente desenhadas. O cuidado técnico detalhadíssimo prevê microfones de cabeça e três mesas de som, sendo uma delas digital de última geração.
“Sim, somos buarquemaníacos” dizem Charles e Cláudio.“ O que vocês vão ver nos palcos portugueses é a nossa paixão pela obra deste compositor/autor. Não há uma única palavra que não tenha sido escrita por ele. Adaptou-se um pouco, mas a estrutura das cenas, nunca os diálogos; cortou-se apenas o necessário para que o espetáculo durasse o tempo justo do prazer”.
Entre deusas e bofetões, entre parangolés e patrões: enredo e elenco
O cenário é a Lapa carioca das prostitutas e da pancadaria; o período, a década de 40, com a Guerra assolando o mundo e mandando seus ecos para o Brasil. A Ópera do Malandro põe em cena a rivalidade entre o contrabandista Max Overseas (Alexandre Schumacher) e Fernandes de Duran (Mauro Mendonça), o dono dos prostíbulos da Lapa.
Bem no meio da briga está Terezinha (Soraya Ravenle), a filha única de Duran e de Vitória (Lucinha Lins) que se casa com Max sob as bênçãos do Inspetor Chaves, o Tigrão (Cláudio Tovar), que “trabalha” para ambos os contraventores. O casamento é o golpe final na família Duran: o desgosto dos pais de Terezinha – e, naturalmente, a ameaça aos negócios - é o gatilho da trama em que todos tentam tirar vantagem de todos. A peça criou ainda outros personagens inesquecíveis como Geni (vivido por Thelmo Fernandes e Sandro Christopher) e Lucia (Alessandra Maestrini), a filha de Tigrão e rival de Terezinha.
Um samba em homenagem à nata da malandragem - As canções da peça
Costurada pelas obras-primas de Chico Buarque, a Ópera do Malandro é “uma história viva e pulsante, um musical sobre o poder”, definem Charles Möeller e Cláudio Botelho. “Incluímos algumas das músicas feitas para a versão do cinema, assim como as canções cortadas da versão original”, dizem os directores. E os olhos e ouvidos do público ganham a ciranda feita dos clássicos Palavra de Mulher, O Meu Amor, Uma Canção Desnaturada (Curuminha), Homenagem ao Malandro, Folhetim, Viver do Amor, Geni e o Zepelim, As Muchachas de Copacabana e Pedaço de Mim, entre outras – num total de 20 canções.
Os antecedentes:A ópera do Mendigo de John Gay em 1728, ...Três vinténs de Brecht/Weill em 1928 e a Ópera do Malandro em 1978.
Baseada em The Beggar’s Opera, de John Gay - a Ópera dos Três Vinténs de Bertolt Brecht (1898-1956) e de Kurt Weill (1900-1950) -, estreou em Berlim em 1928, contando a derrocada do elegante anti-herói Machead/Mac The Knife, cercado de mendigos, prostitutas, ladrões e vigaristas. Brecht adaptou a peça de Gay, que havia estreado duzentos anos antes na Inglaterra, reforçando o entrelaçamento do gênero refinado com os temas e as situações do submundo.
Chico Buarque, em 1978, declarou que a sua Ópera do Malandro “é um texto novo, em cima da Ópera do Mendigo, com detalhes de Brecht”. No elenco da montagem original, dirigida por Luiz Antonio Martinez Corrêa, estavam Otávio Augusto (Max), Marieta Severo (Terezinha), Elba Ramalho (Lucia) e Emiliano Queiroz (Geni).
© ANN DRUYAN, 1997Con su optimismo característico frente a una ambigüedad inquietante, Carl concluye así esta obra suya, prodigiosa, apasionada y asombrosamente original, en la que salta con audacia de una ciencia a otra.
Tan sólo unas semanas después, a comienzos de diciembre, se sentó a la mesa para cenar y observó, con un gesto de extrañeza, su plato favorito. No sentía apetito. En tiempos mejores, mi familia siempre se había enorgullecido de lo que llamábamos «wodar», un mecanismo interno que escruta incesantemente el horizonte a la búsqueda de los primeros indicios de un próximo desastre. Durante nuestros dos años en el valle de las sombras, el wodar había permanecido siempre en estado de alerta máxima. En esa montaña rusa de esperanzas que se desplomaban, se alzaban y volvían a caer, incluso la más leve alteración de un solo aspecto de la condición física de Carl hacía sonar todos los timbres de alarma.Nuestras miradas se cruzaron fugazmente. De inmediato comencé a dar forma a una hipótesis benigna para explicar aquella súbita falta de apetito. Como de costumbre, razoné que no debía de guardar ninguna relación con la enfermedad, que sólo debía de tratarse de un desinterés pasajero por la comida en el que una persona sana jamás repararía. Carl consiguió esbozar una sonrisa y dijo: «Quizá.» Sin embargo, a partir de aquel momento tuvo que obligarse a comer y sus fuerzas menguaron visiblemente. Pese a todo, insistió en cumplir un compromiso contraído hacía ya tiempo y pronunciar aquella misma semana dos conferencias en el área de la bahía de San Francisco. Cuando regresó a nuestro hotel tras la segunda charla estaba exhausto. Llamamos a Seattle.
Los médicos nos apremiaron a volver de inmediato al Hutch. Me aterraba tener que decir a Sasha y a Sam que no regresaríamos a casa al día siguiente, como les habíamos prometido; que en lugar de ello haríamos un cuarto viaje a Seattle, lugar que se había convertido para nosotros en sinónimo de horror. Los chicos se quedaron de una pieza. ¿Cómo disipar convincentemente sus temores de que aquello podía acabar, al igual que en las tres ocasiones anteriores, en otra estancia de seis meses lejos de casa o, según sospechó Sasha, en algo mucho peor? Una vez más recurrí a mi mantra estimulante: «Papá quiere vivir. Es el hombre más valiente y fuerte que conozco. Los médicos son los mejores que hay en el mundo ... » Sí, tendríamos que postergar la Hanuca- pero en cuanto papá se restableciera...
Al día siguiente, en Seattle, una radiografía reveló que Carl padecía una neumonía de causa desconocida. Los repetidos análisis no lograron determinar si su origen era bacteriano, viral o fúngico. La inflamación de sus pulmones constituía tal vez una reacción tardía a la dosis letal de radiaciones que había recibido seis meses antes como preparación para el último trasplante de médula ósea. Unas grandes dosis de esteroides sólo consiguieron aumentar sus sufrimientos y no hicieron ningún bien a sus pulmones. Los médicos empezaron a prepararme para lo peor. A partir de entonces, cuando iba por los pasillos del hospital encontraba en los rostros familiares del personal expresiones harto diferentes. Me esquivaban y rehuían mi mirada. Era preciso que viniesen los chicos. Cuando Carl vio a Sasha, pareció operarse en su condición un cambio milagroso. «Bella, bella Sasha exclamó-. No sólo eres bella, sino también maravillosa.» Le dijo que si conseguía sobrevivir sería en parte por la fuerza que le brindaba su presencia. Durante unas cuantas horas los monitores del hospital registraron lo que parecía un cambio completo. Mis esperanzas aumentaron, pero en el fondo no podía dejar de advertir que los médicos no compartían mi entusiasmo. Vieron aquella momentánea recuperación como lo que era, «veranillo de otoño», la breve pausa del organismo antes de su pugna final.
-Esto es un velatorio -me dijo serenamente Carl-. Voy a morir.
-No -protesté-. Lo superarás como ya hiciste antes, cuando parecía que no quedaban esperanzas.
Se volvió hacia mí con el mismo gesto que yo había contemplado incontables veces en las discusiones y escaramuzas de nuestros 20 años de escribir juntos y de amor apasionado. Con una mezcla de buen humor y escepticismo, pero, como siempre, sin vestigio de autocompasión, repuso escuetamente:
-Bueno, veremos quién tiene razón ahora.
Sam, de cinco años ya, fue a ver a su padre por última vez. Aunque Carl luchaba por respirar y le costaba hablar, consiguió sobreponerse para no asustar al menor de sus hijos.
-Te quiero, Sam -fue todo lo que logró musitar.
-Yo también te quiero, papá -dijo Sam con tono solemne.
Desmintiendo las fantasías de los integristas, no hubo conversión en el lecho de muerte, ni en el último minuto se refugió en la visión consoladora de un cielo o de otra vida. Para Carl, sólo importaba lo cierto, no aquello que sólo sirviera para sentirnos mejor. Incluso en el momento en que puede perdonarse a cualquiera que se aparte de la realidad de la situación, Carl se mostró firme. Cuando nos miramos fijamente a los ojos, fue con la convicción compartida de que nuestra maravillosa vida en común acababa para siempre.
Todo comenzó en 1974, en una cena que ofrecía Nora Ephron en Nueva York. Recuerdo lo guapo que me pareció Carl, con su deslumbrante sonrisa y la camisa remangada. Hablamos de béisbol y de capitalismo, y me asombró hacerle reír de tan buena gana. Pero Carl estaba casado y yo prometida a otro hombre. Los cuatro empezamos a salir, intimamos y pronto empezamos a trabajar juntos. En las ocasiones en que Carl y yo nos quedábamos solos, la atmósfera era eufórica y electrizante, pero ninguno de los dos reveló un atisbo de sus verdaderos sentimientos. Habría sido impensable.
A comienzos de la primavera de 1977, la NASA invitó a Carl a crear una comisión para seleccionar el contenido del disco que llevaría cada uno de los vehículos espaciales Voyager 1 y 2. Tras un ambicioso reconocimiento de los planetas exteriores y de sus satélites, la gravitación expulsaría del sistema solar las dos naves. Se presentaba, pues, la oportunidad de enviar un mensaje a posibles seres de otros mundos y épocas. Podría ser algo mucho más complejo que la placa que Carl, su esposa Linda Salzman y el astrónomo Frank Drake habían incluido en el Pioneer 10. Aquello fue un primer paso, pero se trataba esencialmente de una placa de matrícula. En el disco de los Voyager figurarían saludos en 60 lenguas humanas, el canto de una ballena, un ensayo sonoro sobre la evolución, 116 fotografías de la vida en la Tierra y 90 minutos de música de una maravillosa diversidad de culturas terrestres. Los técnicos calcularon que aquellos discos de oro podrían durar 1.000 millones de años.
¿Cuánto es un millar de millones de años? Dentro de 1.000 millones de años los continentes de la Tierra habrán cambiado tanto que no reconoceríamos la superficie de nuestro propio planeta. Hace 1.000 millones de años las formas más complejas de la vida en la Tierra eran bacterias. En plena carrera armamentística, nuestro futuro, incluso a corto plazo, parecía una perspectiva dudosa. Quienes tuvimos el privilegio de crear el mensaje de los Voyager obramos con la sensación de realizar una misión sagrada. Resultaba concebible que, al estilo de Noé, estuviésemos construyendo el arca de la cultura humana, el único artefacto que sobreviviría en un futuro inimaginablemente remoto.
Durante mi ardua búsqueda del más valioso fragmento de música china, telefoneé a Carl y le dejé un mensaje en su hotel de Tucson, adonde había acudido para pronunciar una conferencia. Una hora más tarde sonó el teléfono en mi apartamento de Manhattan. Descolgué y oí su voz:
-Acabo de volver a mi habitación y he encontrado un mensaje que decía «Llamó Annie»; entonces me pregunté: «¿Por qué no habrá dejado ese mensaje hace diez años?»
-Pensaba hablarte de eso, Carl -respondí con tono de broma. Y luego más seria añadí-: ¿Para siempre?
-Sí, para siempre -respondió con ternura-. ¿Quieres casarte conmigo?
-Sí -contesté.
En aquel momento experimentamos lo que debe de sentirse al descubrir una nueva ley de la naturaleza. Era un eureka, el momento de la revelación de una gran verdad, que confirmarían incontables pruebas a lo largo de los 20 años siguientes. Sin embargo, suponía también asumir una responsabilidad ¡limitada. ¿Cómo podría volver a sentirme bien fuera de ese mundo maravilloso una vez que lo había conocido? Era el 1 de junio, la fiesta de nuestro amor. Luego, cuando uno de los dos se mostraba poco razonable con el otro, la invocación del 1 de junio solía hacer entrar en razón a la parte ofensora. . Antes, en otra ocasión, había preguntado a Carl si uno de esos supuestos extraterrestres de dentro de 1.000 millones de años sería capaz de interpretar las ondas cerebrales del pensamiento de alguien. «¡Quién sabe! Mil millones de años es mucho, muchísimo tiempo. ¿Por qué no intentarlo, suponiendo que será posible?», fue su respuesta.
Dos días después de aquella llamada telefónica que cambió nuestras vidas, fui a un laboratorio del hospital Bellevue, de Nueva York, y me conectaron a un ordenador que convertía en sonidos todos los datos de mi cerebro y de mi corazón. Durante una hora había repasado la información que deseaba transmitir. Empecé pensando en la historia de la Tierra y de la vida que alberga. Del mejor modo que pude intenté reflexionar sobre la historia de las ideas y de la organización social humana. Pensé en la situación en que se encontraba nuestra civilización y en la violencia y la pobreza que convierten este planeta en un infierno para tantos de sus habitantes. Hacia el final me permití una manifestación personal sobre lo que significaba enamorarse.
Carl tenía mucha fiebre. Seguí besándolo y frotando mi cara contra su ardiente mejilla sin afeitar. El calor de su piel era extrañamente tranquilizador. Quería que su vibrante ser físico se convirtiera en un recuerdo sensorial grabado en mí de manera indeleble. Me debatía entre el afán de animarlo a luchar y el deseo de verlo libre de la tortura de todos los aparatos que lo mantenían con vida y del demonio que llevaba dos años atormentándolo.
Llamé por teléfono a Cari, su hermana, que tanto de sí misma había dado para evitar ese desenlace, a sus hijos mayores, Dorion, Jeremy y Nicholas, y a su nieto Tonio.
Unas semanas antes, todos los miembros de la familia habíamos celebrado juntos el Día de Acción de Gracias en nuestra casa de Ithaca. Por decisión unánime fue el mejor Día de Acción de Gracias que jamás conocimos. Nos separamos encantados. En aquella reunión reinó entre nosotros una autenticidad y una intimidad que nos brindaron un sentido mayor de nuestra unidad. Luego coloqué el auricular cerca del oído de Carl para que pudiese escuchar, una tras otra, las despedidas de todos.
Nuestra amiga la escritora y productora Lynda Obst se apresuró a venir de Los Ángeles para estar con nosotros. Lynda se hallaba en casa de Nora aquella noche maravillosa en que Carl y yo nos conocimos. Había sido testigo, mas que cualquier otra persona, de nuestras colaboraciones tanto personales como profesionales. Como productora original de la película Contacto, trabajó en estrecha colaboración con nosotros durante los 16 años que costó hacer realidad aquel empeño.
Lynda había observado que la perpetua incandescencia de nuestro amor ejercía una especie de tiranía sobre aquellos de nuestro entorno que no tuvieron tanta fortuna en la búsqueda de un alma gemela; pero en vez de molestarle nuestra relación, a Lynda le entusiasmaba tanto como a un matemático un teorema de existencia, algo que demostrase que una cosa era posible. Solía llamarme Miss Hechizo. Carl y yo disfrutábamos intensamente de los ratos que pasábamos con ella, entre risas, hablando hasta bien entrada la noche de ciencia, filosofía, chismes, cultura popular, de todo. Esa mujer que había ascendido con nosotros, que me acompañó el día deslumbrante en que elegí mi vestido de novia, estuvo a nuestro lado cuando nos dijimos adiós para siempre.
Durante días y noches, Sasha y yo nos habíamos relevado junto a Carl, murmurándole palabras reconfortantes al oído. Sasha le expresó cuánto le quería y todo lo que haría en su vida para enaltecerlo. «Un hombre magnífico, una vida maravillosa -le dije una y otra vez-. Bien hecho. Te dejo partir con orgullo y alegría por nuestro amor. Sin miedo. Primero de junio. Uno de junio. Para siempre...»
Mientras realizo en pruebas de imprenta los cambios que Carl temía que fuesen necesarios, su hijo Jeremy está en el piso de arriba, dando a Sam su lección nocturna con el ordenador. Sasha se halla en su habitación, dedicada a sus tareas escolares. Las naves Voyager, con sus revelaciones sobre un minúsculo mundo favorecido por la música y el amor, se encuentran más allá de los planetas exteriores, rumbo al mar abierto del espacio interestelar. Vuelan a 65.000 kilómetros por hora hacia las estrellas y un destino que sólo podemos soñar. Estoy rodeada de cajas llenas de cartas procedentes de todo el planeta. Son de personas que lloran la pérdida de Carl. Muchas le atribuyen su inspiración. Algunas afirman que el ejemplo de Carl las indujo a trabajar por la ciencia y la razón contra las fuerzas de la superstición y el integrismo. Esos pensamientos me consuelan y alivian mi angustia. Me permiten sentir, sin recurrir a lo sobrenatural, que Carl aún vive.
EL PAÍS ha visitado algunas escuelas de Finlandia para averiguar por qué sus estudiantes sacan las mejores notas en los exámenes internacionales como acreditaron de nuevo en la última evaluación de la OCDE.
Dois comentários:
Aprendi muito com a elaboração e discussão na praça pública deste Orçamento.
Percebi como é um privilégio arriscar ser violentamente criticado apenas porque se decide, se opta e se escolhe com convicções, com rigor e com esperança.
Senti, como nunca, como é que certas pessoas fazem, de um modo falso e quase angélico, o discurso do interesse geral, para tentar ganhar nos interesses corporativos ou mesmo particularistas.
Senti como alguns arautos da consolidação tentam contrariar as mais elementares regras da aritmética orçamental. Isto é, exigindo mais nas parcelas (entenda-se despesa), ao mesmo tempo criticando o ministro das Finanças por a soma não ser inferior.
Senti por que é que alguns interesses parecem preferir a instabilidade e a indisciplina para que melhor medrem os respectivos proveitos.
Senti como alguns se servem da discussão pública do Orçamento como palco para dissimular as suas incapacidades, despeitos e pequenas «vendettas».
Senti como é coerente a incoerência de tantos paladinos do rigor que, por certo, já se esqueceram do que não fizeram ou do que deixaram fazer, por acção ou omissão, em cargos e ocasiões passados.
Senti como é fácil para certas mentes enunciar princípios de aceitação universal, como a luta contra a evasão e fuga fiscais, desde que não passe disso mesmo: mero enunciado de intenções.
Percebi que é «dispensável» a leitura do Orçamento para sobre ele se dissertar eloquentemente.
Percebi que o medo também orienta a crítica.
Bagão Félix, 3 Dezembro 2004

É a dança mais pungenteJorge Palma
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente
"Whenever I despair, I remember that the way of truth and love has always won. There may be tyrants and murderers, and for a time, they may seem invincible, but in the end, they always fail. Think of it: always."
Ghandi

Brent nos 40 dólares em Londres. Preços do petróleo caem 12% em dois dias.
O petróleo deslizou 12% em dois dias e negoceia a 40 dólares em Londres. O Departamento de Energia dos EUA divulgou ontem as reservas de crude que registaram um aumento superior ao esperado o que fez desvalorizar ontem mais de 7% os preços da matéria-prima.Euro alcançou novo máximo antes de decisão do BCE nos 1,3385 dólares. Antes da decisão o euro alcançou um novo máximo histórico, nos 1,3385 dólares, depois do ministro das Finanças japonês, Sadakazu Tanigaki, ter dito que o Japão e a Europa ainda não estão preparados para accionarem medidas para deter a queda do dólar.
Galp e Repsol sobem preços do gasóleo em dois cêntimos. A Galp Energia subiu hoje o preço do gasóleo em dois cêntimos, mas baixou o preço de venda das gasolinas em um cêntimo. A Repsol, que controla a rede da Shell em Portugal, também subiu o preço do gasóleo em 1,5 cêntimos.
"Os maus políticos expulsam os bons políticos" Aníbal Cavaco Silva
"A má imprensa expulsa a boa imprensa" Petronius
"A má televisão expulsa a boa televisão (do prime time)" Petronius
"A má música expulsa a boa música (da rádio)" Petronius
"Os incompetentes expulsam os competentes (nas organizações)" Petronius
"I don't want to achieve immortality through my work. I want to achieve it through not dying." Woody Allen

Allan Stewart Konigsberg, a.k.a. Woody Allen, was born in the Bronx on December 1, 1935.
Many happy returns, Mr. Allen.
"My name is John Francis Pastorius III, and I am the greatest electric bass player in the world." Jaco Pastorius

No Office Lounging diz-se que ele passou por nós com demasiada pressa. Em 1987, na sequência de uma discussão à porta do Midnight Club em Fort Lauderdale, na Florida, Jaco Pastorius foi selvaticamente agredido, tendo entrado em coma irreversível. Morreu a 21 de Setembro desse ano, na sequência das lesões cerebrais que sofreu; tinha nascido a 1 de Dezembro de 1951.

Vou escutar duas obra-primas dos Weather Report, onde Jaco Pastorius mostrou de forma mais completa toda a sua arte de músico: Black Market e Heavy Weather.